Bobosenta

março 28, 2019

Quatro da manhã.
Ixe, acordei com vontade de ir ao banheiro.
Fui.
Coceira na perna.
Cocei.
Voltei pro quarto.
Fui me cobrir e, quando olhei pras pernas, um susto.

Eu estava inchada de um jeito meio estranho. Não vou colocar fotografias porque isso não é um blog gore, mas se quiser, é só enviar um e-mail. Mas olha o respeito.
Naturalmente, eu pirei. Só que diferentemente do que eu imagino que muita gente faria no meu lugar, eu decidi mal me mexer. Passei uma pomada pra alergia e fiquei enrolada no cobertor, com medo, assistindo uma porcaria qualquer na internet enquanto minha gata dormia ali.
Fotografei minhas pernas. Queria ver de outros ângulos e também me certificar de que era real. Ficaram fotografias grotescas, mas interessantes. Recomendo.
A pomada funcionou, eu só fiquei com as partes que antes estavam inchadas meio vermelhinhas. Nada de mais. Viu? Nem precisei incomodar ninguém.
Erro meu. Quando meu pai soube, ficou indignado. Como assim eu não tinha acordado ele?! Era a história do a-Eiko-derrubou-água-quente-nela-mesma-e-foi-se-esconder de novo. Pra início de conversa, eu não fui me esconder. Fui trocar de roupa porque a que caiu água estava fervendo. E dessa vez, meu pai tem comentado tanto que ele anda tão estressado que não consegue dormir que eu não ia acordar ele com uma baboseira minha. Quer dizer, saúde não é baboseira, mas eu sou. Eu tenho muita vergonha de ser. Uma outra hora eu falo sobre isso. 
Ele ia ficar nervoso, íamos para o hospital. Ele e eu já somos uma bola de nervos. Não entendo muito bem por que eu deveria agravar isso. Não teve a mínima necessidade e eu consegui cuidar de mim sozinha. Se depois de uma hora, uma hora e meia não tivesse melhorado nada com a pomada, ok, é claro que eu chamaria alguém. Eu também não sou tão bobosenta assim.

copo cheio

Eu não sou quem eu estou.

março 20, 2019


Oi, Ocasionário novo.
Te movi pro Blogspot. Só pra deixar registrado.


Desde o meio do ano passado, eu comecei a me deprimir muito. E não vou maquiar e dizer que não sei por quê. Eu sei. Foi receber palavras horríveis e um tratamento igualmente horrível de alguém com quem eu me importo bastante. Acho que é natural esse curso de me deprimir com isso. Bem, ano passado, então, foi cruel comigo. E essa depressão não foi embora com o mudar do ano. E, por algum motivo que eu não sei, eu estou sendo penalizada por isso. Por algum motivo que eu não entendo, eu estou errada em continuar deprimida. Afinal, "novo ano, nova eu", né? Béé, errado. Eu continuo a mesma que sofreu, e só ter virado o ano não mudou nada. E isso se agrava quando nós tomamos em consideração que esse ano tem me dado vários tapas por mais que eu tente desviar.
Infelizmente, sofrer bastante também tem feito eu agir diferente. Até a minha gargalhada mudou.

Se antes eu era a pessoa do copo sempre cheio até a borda (ou pelo menos tentava ser), agora eu estou com dificuldade de enxergar o copo cheio até a metade. E eu espero conseguir voltar a encher meu copo.

Eu agora sei para onde estou indo.

janeiro 10, 2019


Faz bastante tempo que eu me motivo por aquele verso de Any Road do George Harrison: “if you don’t know where you are going, any road will take you there”¹. Existem tantas coisas que eu já quis ser, que eu acabei não sabendo pra onde ir. Minhas duas profissões dos sonhos de criança eram caixa de supermercado e professora. Achava lindo os teclados coloridos das caixas e o ensinar das professoras.


Depois, desencantei. Não porque me encantei por outra coisa, mas por passar a ter medo de supermercado fechando e ter coletado mágoas durante o período escolar.


Assim fiquei, um tempão sem saber pra onde ia, tentei fazer História da Arte inspirada pelo amor pela história e pela arte, mas uma situação bastante humilhante me ocorreu e eu desisti. Não estava lá pra nada senão aprender. O diploma pouco me importava, até que uma professora surtou na frente da sala inteira numa aula de Arte e Moda porque eu estava abrindo mão de me formar “a tempo” pra fazer aquela disciplina. Não achei que eu conseguiria ter aulas com aquela professora por mais três ou quatro anos... Não renderia aprendizado algum...


Decidi fazer bacharelado em Letras – Libras, eu gosto demais de Cultura Surda e pensei “ah, se eu for diplomata, posso fazer o curso que eu quiser e tudo bem, então vou aproveitar e conhecer a Cultura Surda também”. Digamos que avaliar o meu desempenho em vídeo praticamente toda semana não era a minha coisa favorita de se fazer, e eu ter muita vergonha não me ajudou muito... Percebi que não funcionaria muito bem e não conseguiria fazer estágios e afins. Mas puxa, eu já estava há tanto tempo lá...



Decidi que, já que eu basicamente queria aprender sobre o mundo (e imaginava que ser diplomata me levaria a isso), decidi prestar vestibular de novo. E foi o que eu fiz, voltei ao pré-vestibular que eu havia frequentado em 2014. Fazer cursinho em 2014 foi uma das coisas mais gostosas da minha vida, eu realmente amo aquele lugar. E eu me apaixonei por ele de novo. Só que agora foi muito diferente. Talvez por estar mais velha, eu já esteja pensando mais adiante... E ele me deu a perspectiva. É lá que eu quero trabalhar no futuro, como professora. E a partir de agora, eu já sei para onde ir.


¹ Se você não sabe aonde ir, qualquer caminho te levará até lá.

Devaneios

Fardos

setembro 16, 2018

Frequentemente eu me pegava pensando o que era pior: ansiedade ou depressão.

Se faz uma propaganda tão grande sobre os males da depressão que, por muito tempo, ela liderou o ranking de pior tubarão que eu tenho. Como eu mencionei no início deste parágrafo, no entanto, essa conclusão era baseada no externo. O sentimento é bem diferente.

Eu, antes de decidir tomar alguma providência quanto ao estado da minha saúde mental, sempre evitei me auto-diagnosticar e, por isso, sempre pensei que era algo passageiro, uma fase que logo passaria. É... Não foi bem assim.

Estou aqui, anos depois, ainda nesse sofrimento e ele cresce a cada dia. Achei que a depressão fosse coisa de adolescente e a ansiedade jamais chegaria perto de mim. Hoje eu posso dizer com bastante propriedade que eu estava bem enganada. A depressão me faz não ter vontade e não enxergar o futuro, enquanto a ansiedade me engole e me cobre com desespero a cada segundo que passo acordada. Não sei se meus pesadelos frequentes têm algo a ver com alguma das duas coisas.

Então, acho que nenhuma acaba por ser melhor ou pior. As duas são o maior fardo que eu carrego.

assédio

Meio idiota.

maio 25, 2018

Ocasionário, estou me sentindo meio idiota.

Já que está ocorrendo a greve dos caminhoneiros pelo aumento do diesel, é claro que não estão mais chegando caminhões para abastecer o combustível de Porto Alegre. Então, a frota de ônibus está saindo de hora em hora (exceto horários de pico). Ou seja, resolvi vir a pé pra Gráfica. Até aí, tudo lindo e maravilhoso. O ônibus, durante o caminho, passou por mim...
Então, no meio do caminho, decidi bater uma fotografia da cerração... Quem disse que eu encontrava meu telefone? Fiquei desesperada procurando, achei que tivesse deixado em casa ou perdido por aí (torcia pela primeira opção). Esse telefone eu só encontrei quando cheguei na Gráfica e procurei no lugar mais óbvio possível> dentro da mochila, embaixo dos livros. E não é que o engraçadinho estava lá?

Pois bem, também vim hoje falando sozinha – como costumo fazer –, só que hoje foi em espanhol, não em inglês. Eu percebi que não posso me afastar do espanhol, porque é a língua da minha família. Também é por isso que vou fazer japonês.
Enquanto eu estava ali, tranquilamente me conversando, um sujeito (gurizão meio dãdi) me parou pra dizer que "eu era uma ursinha". Da primeira vez eu não entendi o que aquele moço estava dizendo, mas da segunda, quando ele falou mais alto e devagar. Eu nem consegui dizer nada, só olhei pro outro lado. Me senti muito idiota. Por que eu não disse nada de volta? Eu me senti humilhada com aquilo, mas minha reação foi só... "ignorar". Pra ele, não foi nada de mais, mas, pra mim, fez toda a diferença. Espero um dia conseguir fazer diferença também.

Aula

De aulas e sintomas

março 06, 2018

Oi, Ocasionário!

Finalmente começaram as aulas e voltei a carregar uma mochila por aí. Esse ano, estou usando uma agenda não-pautada como ocasionário, mas percebi que talvez minhas costas não aguentem como eu gostaria... Tudo do meu queixo para baixo dói e parece que passei o dia inteiro fazendo exercício, de tão “cansadas” que essas partes do meu corpo estão. Esquisito, né? Eu só tenho vinte anos de idade.

Falando nisso, hoje fui buscar leite para colocar na geladeira e simplesmente entrei no banheiro e lavei as mãos. Lembrei do leite quando já voltava para a cozinha. Também coloquei minha escova de dentes abaixo do “dispenser” da saboneteira, como se fosse o produto correto a ser colocado ali para escovar os dentes... E também ontem percebi que as coisas à distância não estão mais nítidas como antes... Já pedi pro meu pai marcar um oculista. Eu espero não ter que usar óculos, mas, se eu tiver, quero que seja um em que eu fique bonitinha usando, pra eu não me sentir mal!

Já que mencionei o início das aulas, gostaria de comentar também que, neste semestre, preferi deixar de lado duas cadeiras obrigatórias pra aproveitar outra disciplina de um professor com quem eu queria demais ter aula. Ele vai embora semestre que vem. Então, eu não podia bobear. Aliás, a aula dele foi tão engraçada que eu tive que me segurar demais pra não sair gargalhando e interrompendo! Ainda bem que a aula é duas vezes por semana; assim, posso me divertir mais!

Espero que seja um bom ano e bom semestre. E que eu tenha feito boas decisões. Esse semestre, estou fazendo somente disciplinas que me aquecem o coração e estou contente com isso.

 

Até breve,

Nyssia Eiko Kimura Gaudioso

atualizações

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dezembro 30, 2017

Bom, meio que faz vááááários meses que eu não realmente apareço por aqui e, por isso, peço desculpas.

Eu gosto bastante do meu blog. Faz muitos anos que eu quero realmente manter um, mas ultimamente eu andava numa "crise de identidade" e achava que não conseguiria escrever mais. Então, entre meia-boca e nada, escolhi o nada.

Nesse meio-tempo, comecei a me dedicar mais ao meu canal no YouTube. Entre tantos que eu já tive, escolhi esse pra manter. É, eu sei. É bastante responsabilidade pra quem não fazia nada dessas coisas há pouco tempo atrás, né?

Falando no canal, estou encontrando uma ~vinheta~ pra usar nos meus vídeos e, junto com ela, vou mudar o tema do blog também, pra que combinem! Afinal, eles não deixam de ser irmãos: formatos digitais do meu Ocasionário.

 

Espero ano que vem ser uma alimentadora de blog mais frequente e que meus esforços me deem um retorno esperado de conforto. Que o ano que se inicia em pouco mais de um dia seja lendário.