atualizações

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dezembro 30, 2017

Bom, meio que faz vááááários meses que eu não realmente apareço por aqui e, por isso, peço desculpas.

Eu gosto bastante do meu blog. Faz muitos anos que eu quero realmente manter um, mas ultimamente eu andava numa "crise de identidade" e achava que não conseguiria escrever mais. Então, entre meia-boca e nada, escolhi o nada.

Nesse meio-tempo, comecei a me dedicar mais ao meu canal no YouTube. Entre tantos que eu já tive, escolhi esse pra manter. É, eu sei. É bastante responsabilidade pra quem não fazia nada dessas coisas há pouco tempo atrás, né?

Falando no canal, estou encontrando uma ~vinheta~ pra usar nos meus vídeos e, junto com ela, vou mudar o tema do blog também, pra que combinem! Afinal, eles não deixam de ser irmãos: formatos digitais do meu Ocasionário.

 

Espero ano que vem ser uma alimentadora de blog mais frequente e que meus esforços me deem um retorno esperado de conforto. Que o ano que se inicia em pouco mais de um dia seja lendário.

Conflito

Em farrapos, mas espero que melhorando.

outubro 25, 2017


Iberê Camargo, autorretrato, 1984.

Faz algum tempo que eu ando em crise comigo mesma.
Eu ando com humor meio esfarrapado, que às vezes remenda e rasga de novo.
É a milionésima vez (talvez décima quinta) que eu começo a escrever este texto e eu acho que finalmente está funcionando.
Ultimamente, as minhas dores corporais têm aumentado. As palavras têm me fugido bastante. A escrita de palavras têm ficado complicada, com muitos erros de grafia (mas que eu consigo identificar). Algumas frases têm soado intradesconexas para as pessoas. As dúvidas de mim comigo mesma têm me abordado com uma frequência que me tem sido maior do que o que eu sinto ser saudável.
Eu gostaria de estar escrevendo este texto com várias dicas de como ultrapassar essa situação, mas eu infelizmente me sinto num redemoinho. Um dia, quem sabe.
Por enquanto, me sinto em frangalhos, mas eu sei que tudo vai melhorar. Só não sei quando.

carinho pelo que se escreve

Com carinho e sem âncoras.

junho 30, 2017

Eu estou há bastante tempo tentando escrever algo para continuar a preencher este blog. Já tentei escrever sobre como vejo pouco ponto de exclamação e como isso me passa uma ideia de que as pessoas não estão tão animadas com as coisas como eu gostaria que estivessem, tentei escrever sobre como me falta habilidade para conversar pela internet, tentei escrever sobre por que as pessoas choram... Nenhum deles se desenvolveu ainda, mas estão guardadinhos, esperando amadurecer. Com vontade de escrever e vendo a insistência nos assuntos citados anteriormente me ancorar, decidi deixar de lado minhas ideias e metaescrever.

Faz muitos anos que escrevo. Muitos mesmo. Desde que aprendi a escrever, tenho escrito livros, piadas, contos. Claro que não posso dizer que o que eu escrevia com cinco anos de idade tem a mesma qualidade que alguma obra de Machado de Assis, mas certamente está contribuindo para que um dia eu chegue lá. Muito do que escrevo acaba incompleto. Não faço ideia de quantos livros comecei a escrever e há apenas um que outro capítulo escrito. Escrever me é fácil e difícil. Não é incomum que eu tenha ideias, elas vêm à mente como pipocas, mas desenvolvê-las é complicado. Às vezes, tenho ideia de um começo de universo, fim de estória e estes são escritos. Muitos estão até perdidos dentro de diversos discos rígidos, esperando que algum arqueólogo literário-digital os encontre e alimente o texto e ele passe a marcar o mundo. Espero que esse arqueólogo seja eu. Este texto mesmo que tu está lendo agora começou a ser escrito em abril. Estamos em junho e cá estou eu: redescobri o texto e estou preenchendo-o.

Muito do que escrevo talvez nunca seja lido por outra pessoa que não eu, mas isto não me incomoda. Escrever é um ofício que me alivia a alma e torna mais palpável o que há em mim. Caso alguém leia, fico contente. Se não, tudo bem também! Contar meus causos me conforta o suficiente.

Como diria o carteiro Teodorico*: "[...] não repare os defeitos, ouviu? Esvaziei bastante a alma, tudo não era possível!"

* O carteiro Teodorico é uma personagem da crônica "Sondagem", escrita por Carlos Drummond de Andrade.

Aproveitar a vida

Me levei pra passear

junho 14, 2017

Acabamos de passar pelo dia dos namorados e o fim de semana que o envolveu.

Naturalmente, eu gostaria de passear com meu namorado sexta-feira à noite, mas, com a indisponibilidade do mesmo, resolvi me levar pra passear. Afinal, a minha companhia geralmente é uma das minhas favoritas!



Sempre pensei que tem algo de libertador em passear sozinha. É muito fresco e criativo.

Fui, então, ao Burger King que fica a uns... quinze minutos? (acho que sim) da minha casa. Na verdade, acho que prefiro dizer que ele fica a uma parada de ônibus do meu trabalho, porque foi de lá que eu saí.

Saí às cinco horas e dei uma corridinha para pegar o ônibus que estava a uma quadra. Eu amo correr (mas só se for velocidade, resistência eu só tenho mental).

Cheguei lá e pedi o que sempre peço: Double Cheddar, refrigerante e batata frita.

Gostaria de ter demorado mais... Acontece, porém, que vi que estava escurecendo e decidi que deveria voltar logo para casa. Me senti meio mal porque praticamente engoli tudo de uma vez só. Foi esquisito também que o pão do que eu pedi estava mole... Sabe quando a gente esquenta pão no microondas? Fiquei um pouco decepcionada... Também acho que eu deveria ter pedido algo diferente do que eu sempre como, porque era uma ocasião especial, mas acho que isso é assunto pra outra hora.

Também como sempre, resolvi misturar refrigerante de cola (sempre uso qualquer um disponível) com guaraná. Acontece, porém, que não estava conseguindo apertar o botão da Pepsicola®, a moça da limpeza veio e deu um apertão pra mim. Certo, funcionou. Pedi que ela parasse de apertar quando chegou na metade do copo e parecia que ela estava completamente alheia ao que eu dizia! Precisei, então, beber meio copo até que pudesse voltar lá e colocar meu guaraná. Fiz isso e... saiu uma água levemente colorida e com cheiro de guaraná. Não tinha guaraná de verdade! Sabe, eu fico revoltada que o Burger King encha de "gelo" (ou água) aqueles contêineres de refrigerante. ENFIM, decidi preencher de Pepsi Twist, porque eu adoro, e levar pra casa, porque a minha família também gosta.

Caso não te seja óbvio, eu tive que pegar ônibus, porque eu não dirijo. Peguei TRÊS ônibus pra voltar pra casa! Admito que um deles eu peguei errado e que poderia ter pego só dois. Vou contar pra vocês: é bem difícil ficar estável com um copo de refrigerante em um ônibus sem assentos disponíveis.

Mesmo com todos os imprevistos, eu amei. Amo minha companhia e a aproveito mesmo que outras estejam disponíveis. Aproveite-se.

chat

Parou por quê?

maio 25, 2017

Sim, eu vi tua mensagem. Eu me lembro que estávamos conversando. Provavelmente adorei, não achei chato. Por que não respondi mais? Nem eu sei.

Eu tenho uma dificuldade imensa de manter contatos pela internet. Não sei muito bem por quê, mas acontece com uma frequência gigantesca eu estar em uma conversa muito animada e, no instante seguinte, não responder mais. Às vezes, eu esqueço de responder mesmo pensando na conversa o dia inteiro. Não abro a janelinha e, se abro, leio o que me escrevem, penso e... silêncio.

Não entendo como pode acontecer isto com as minhas conversas se pessoalmente passo horas e horas falando sobre os assuntos mais diversos. Agora, se as letras entram no caminho, a continuidade é incerta. É esquisito, conversar é uma das minhas coisas favoritas no mundo. Adoro contar minhas coisas e ouvir o que as pessoas gostam de me dizer. No entanto, às vezes, muitas vezes, as coisas param por aí. A conversa não se desenvolve, apesar de minha mente fervilhar com tudo que eu adoraria dizer. O comando cerebral não vem. O chefe não mandou, o corpo não faz.

Peço desculpas, então, se alguma vez já começamos alguma conversa que eu não desenvolvi. Eu adoraria ter conseguido.

Devaneios

De uma filha de imigrante.

maio 14, 2017

Sou mestiça, filha de imigrante. Me orgulho demais disso. Procuro sempre identificar e destacar características minhas que me identificam como parte de outra parte do mundo. Acontece, porém, que uma parte das características que filhos de imigrantes geralmente tem, eu não tenho. Não falo a língua materna da minha mãe. O que sei é muito pouco, menos do que se pode encontrar em livros para turistas. É desonroso.

Eu poderia, é claro, sentar minha bunda na cadeira e estudar japonês até não aguentar mais e conseguir um certificado que me ateste proficiente nesta língua. Mas não consigo. A vergonha que eu tenho sentido há muitos, muitos anos constantemente criou um estigma muito grande em torno da língua materna da minha mãe. Todas as vezes que eu vejo algo escrito em japonês, em todas as vezes que eu ouço alguém falando em japonês, ouço qualquer menção ao Japão... Algo se movimenta dentro de mim que extingue parcialmente a alegria. Não é que eu não goste, longe disso. Revive a lembrança de que eu não tenho uma parte tão fundamental da cultura de uma nação que é mãe de parte do meu sangue. O desânimo de mim comigo mesma toma conta. É algo que eu tento me livrar, mas não consigo. O sentimento de ser uma decepção cultural me assombra muito profundamente.

Eu juro que tento afastar o fantasma do dever, mas não consigo. Sempre começo a pensar "eu deveria saber disso" e me volta a vergonha por não saber. Ao invés de incentivo, no entanto, esses sentimentos me geram uma angústia gigantesca que me impede de efetivamente buscar mudar essa situação em que eu vivo. Fico angustiada por não saber, por dever saber, por decepcionar por não saber. Abro um livro para aprender e me sinto triste e desapontada comigo mesma, não consigo. Às vezes, tento tirar alguma dúvida com alguém que eu conheço, reúno toda as minhas forças, e talvez a dificuldade para me expressar a respeito do japonês ou mesmo a forma que as pessoas pensam sobre o que eu sei ou deixo de saber em japonês faz com que eu geralmente acabe bem frustrada e arrependido de ter expressado minha dúvida para alguém. Não sei bem o que é ou por quê, mas acontece com mais frequência do que eu gostaria. É um ponto que me dificulta aprender japonês também...

Espero um dia me livrar desse peso e conseguir aprender, finalmente, a falar essa língua que me é tão presente. Até lá, sigo colocando um sorriso no rosto esperando que, assim, a tristeza e o peso sobre os ombros vão embora.

agenda

Desorganização total!

maio 09, 2017

Oi, Blogário (entendeu? blog + ocasionário!)! Tudo bem?

Faz vários dias que não posto aqui, mas os rascunhos estão cheios de coisa!

Tenho escrito bastante, mas não postado... Sinto que o que tenho escrito ainda não está terminado o suficiente para que os outros vejam! Falando em terminado, estou há uma semana tentando escrever um poema, mas não consigo costurar ele bonitinho... Quanto tempo será que os grandes poetas levam para escrever cada poema?

Tenho tido pouco tempo para escrever, pois sou desorganizada... Espero melhorar em breve! Quero escrever não só aqui, mas também pras coisas da faculdade... Tenho ainda que escrever uma crônica com uma personagem criada por algum(a) colega meu(minha)! Será que vai ficar bonita? Eu espero que sim, não quero decepcionar qualquer colega!

Desculpa correr e te deixar sem todas as novidades do mundo, mas preciso voltar a trabalhar!

apresentação pessoal

Quero ser um emplasto.

abril 20, 2017

Há muitos anos, tenho como objetivo certo da minha vida tornar as pessoas e o mundo mais felizes. Quero tornar o mundo um lugar melhor e que as pessoas aproveitem com felicidade o tempo, espaço e experiências que vivem. Por muito tempo, me senti um pouco "inacreditada" por pensar que dizer que meu sonho de vida é deixar as pessoas mais felizes como quando se diz genericamente que misses sempre falam sobre a "paz mundial".

Foi lendo Machado de Assis que me senti acolhida no meu objetivo de vida, senti meu objetivo de vida validado. Não é de hoje que penso que existem coisas que é necessária a "validação" por alguém que considero importante - se bem que, considerando a pessoa a qual estou me referindo, nem preciso mencionar que ele é considerado alguém mega importante. Aconteceu ainda no ensino fundamental dois (também conhecido como "da quinta à oitava série) que resolvi ler "Memórias Póstumas de Brás Cubas". Meu pai havia me contado que foi uma grande revolução da literatura mundial já que, pela primeira vez, quem narrava a própria história era um morto (ou, pelas palavras do mesmo, defunto autor) - o que tornava a história ainda mais interessante, já que, depois de morte, de nada importa manter as aparências, a narrativa é completamente livre de amarras sociais.

É logo no início do romance que se lê:

Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma idéia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade.

Não digo que desejo morrer pelo meu sonho, mas, se for necessário para que se torne realidade, aceito de bom grado. Espero que eu tenha muitos e muitos anos para ser feliz.

A ideia que matou Brás Cubas e a que move minhas decisões é a mesma na essência. Ele desejava criar um medicamento que acabasse com a melancolia da humanidade (o famoso "Emplasto Brás Cubas") e eu, tornar as pessoas felizes. Não desejo, no entanto, manchetes de jornais e cartazes com meu nome espalhados por aí, como o defunto autor. A felicidade mundial me basta.

Meu sonho guia minhas decisões. É claro que, às vezes, faço escolhas que desviam um pouco dele, mas me esforço sempre para melhorar.


Mitch: Mesmo que soe uma completa loucura, o que tu quer fazer com a tua vida?
Tracy: Eu quero... acabar com a miséria.
Mitch: Ótimo. Então, todas as decisões que tu tomar a partir de agora devem ser a favor disso.
Tracy: Uau. Obrigada!

blog

Despretencioso

abril 19, 2017

Oi, ocasionário! Tenho estado pensando e queimando meus neurônios pensando em algo para te preencher. Penso, escrevo, penso, escrevo, penso... Mas nada funciona!

Não é que eu ache que deva haver cerimônias entre nós, acontece é que a escrita não avança! Tenho algumas ideias guardadas nos rascunhos, mas nenhuma evolui do embaraço de ideias na minha cabeça. Já escrevi e reescrevi vários textos em busca de algum que passe a te rechear, mas ainda nenhum me satisfez.

Espero um dia conseguir reescrever os textos que já tentei e certamente vou me dedicar para isso. Além destes textos que mencionei que já começaram, é claro, espero escrever e reescrever textos que ainda não surgiram na minha caixola, mas que espero que surjam. Não é fantástico? Já quero falar sobre ideias de que ainda não tive e, mesmo ainda não tendo tido elas, elas existem na minha cabeça, porque posso falar sobre elas e dizer que as quero por no papel (ou no ecrã)!

Será que a gente nasce já com as ideias dentro da cabeça?

Como será que as ideias vão parar dentro da cabeça? Elas têm forma física? Se forem impulsos elétricos, será que elas conflitam porque entram em curto-circuito? Ah...! tenho tantas perguntas! E aposto que tu também!